Quem cura também se cura

Para quem estava com saudades, uma mensagem canalizada pelo Caboclo Pena Branca, já sobre o próximo ritual da chama verde, em setembro. Espero que gostem, pois me emocionei com o conteúdo. Beijos.

QUEM CURA TAMBÉM SE CURA

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Salve todos os filhos desse templo, dessa casa de luz, chamada Tríade, a trindade, a luz na matéria.

Nesse momento de convulsão planetária, cheio de conflitos e atrocidades por esse mundo afora, cabe a vocês, filhos que querem curar os males físicos e espirituais de seus irmãos, um momento de reflexão. E venho nesse papel de instrutor propor algumas perguntas que, peço aos filhos, respondam com a alma e com o coração.

O que é curar? Curar quem, de que e para quê? O que é um curador?

Muito se fala da necessidade de cura das pessoas e isso é bem posto. Mas pouco se fala dos processos que levaram as pessoas a esse estado falível, onde a consciência divina perde espaço para as mazelas da sua sociedade imperfeita, egoísta e vulgar.

Quantos de vocês, em sã consciência, ou pelo menos assim se considerando, fizeram escolhas que acarretaram em tanta dor, sofrimento e doença. Sim, porque a doença é muitas vezes a única salvação possível para uma alma enfraquecida e sobejada nas torturas da mente e do ego.

O que pretendo dizer com essas palavras é que curar é um ato de amor, de perfeita harmonia e entrega ao irmão necessitado. Muitas vezes esse amor vem eivado de um ar de superioridade e arrogância que denotam que o próprio curador é quem precisa ser curado primeiro. Isso pode passar despercebido aos olhos dos filhos, mas não aos olhos dos seus mentores.

Proponho o seguinte quebra-cabeças: se eu me arrogo o direito de curar, pressuponho que, na minha pretensa perfeição naquele momento, eu possa doar minha energia pura para aquele mais necessitado que eu. Vamos voltar o filme no começo? Quem cura quem?

A necessidade da cura é uma oportunidade para que o seu próprio espírito se cure do seu egoísmo, da sua soberba e da sua ilusória e oportunista verdade de que “eu posso curar”. Os irmãozinhos de luz que os acompanham nessa jornada aproveitam esses espaços de “distração” pueril para atuarem primeiramente sobre vocês, já que ao “curar” o outro, curam-se todos vocês. Nada é separado. A sua cura está na cura do outro, e nem por isso você é melhor, mais importante ou mais sábio.

Lembrem-se, nesse jogo de aparências, quando o caleidoscópio da consciência gira sobre seu eixo, tudo assume uma nova perspectiva e aí, de curador, você repentinamente é aquele quem mais precisa de cura.

Com a chegada do próximo, ritual, tão sobejamente aquinhoado pelo seu irmão e condutor xamânico (abençoado seja em sua responsabilidade), sugiro a todos esse exercício de compreensão sobre os verdadeiros pilares onde deve se assentar a sua prática de ajuda:

1. O outro é sempre o espelho de si mesmo, daí, ao curar, me curo;

2. Só posso doar energia se estiver dentro do mais ilibado processo de integridade energética, respeite seu corpo, suas emoções, seus processos internos;

3. A cura também é um processo de autoconhecimento, que é o filtro por onde serão peneiradas as suas experiências nessa Terra abençoada, antes de regressarem ao plano espiritual;

4. E o mais importante, a forma mais pura de cura é o amor! Sem limites, desbragado, sorridente e caloroso.

Espero com essas palavras ter conseguido amalgamar certos conceitos básicos e pavimentar a estrada que os conduzirá a um trabalho de pureza da alma e reverberação da luz verde irradiada pelos seus chacras cardíacos.

Vinde Rafael, vinde Maria e traga a cura a quem precisa.

E tudo se fará luz! Sempre bem!

Caboclo Pena Branca