Um algoz, grandes amigos, companheiros no amor ou irmãos muito chegados. Seus guias não são escolhidos ao acaso.

Você sabia?

Atualmente o espiritualismo está difundido de tal maneira em nossa cultura, que praticamente todas as pessoas que se interessam pelo tema já tem conhecimento de que nós não encarnamos em nossa família por acaso; que aquelas pessoas que convivem conosco e estão mais próximas ou que nos são mais afins também não estão ali por acaso. A presença delas em nossas vidas foi previamente programada pela espiritualidade para nos proporcionar os devidos aprendizados, experiências, acertos e por consequência nossa evolução. Aí estão os elos cármicos.

Agora, você já tinha parado para imaginar que relação temos com nossos Guias Espirituais, com nossas entidades de trabalho ou mesmo com nosso Anjo Guardião? A situação é muito semelhante àquela descrita no parágrafo anterior.

Imagine um rei, um conselheiro e um servo. O servo, mesmo que leal, não concordava com todas as ordens tiranas de seu senhor, e um dia, recebeu a ordem de tomar a casa de uma família que por ser muito pobre não conseguira pagar os impostos; o servo então recusou-se a expulsar a família de sua casa, e o rei furioso, mandou o servo à guilhotina por não ter cumprido a ordem. Ao desencarnar, o servo estava com a consciência limpa de seus atos, porém, o rei e o conselheiro agregaram diversos carmas com as ordens que levaram a morte de inocentes, inclusive os que foram presos nas masmorras por luxúria do senhor.
Depois de desencarnados e por obra da Justiça Divina, tanto o rei quanto o conselheiro são levados à um processo reencarnatório onde teriam a oportunidade de compreenderem a dimensão de suas atrocidades (carma) e, com humildade, o que antes foi servo se oferece para se tornar seu mentor nesta trajetória.

Este é apenas um exemplo, mas em verdade são inúmeros os fatores que levam a espiritualidade a proporcionar estes elos em nossas vidas. Segundo Pai Joaquim de Angola em psicofonia registrada no canal Diálogo com os Espíritos, este fato é muito comum. O Preto-Velho explica que os espíritos que conosco trabalham, e que durante toda a nossa encarnação nos acompanham e assistem, preservam conosco um estreito laço de afinidade. Espíritos que hoje se apresentam humildemente sob as roupagens arquetípicas da Umbanda, mas que em passagens pretéritas já estiveram como nossos irmãos de sangue, amigos chegados, professores ou mestres e em outras situações, como nossos algozes ou vítimas.

Confira o vídeo: http://triadenossaumbanda.org/?sermons=pai-joaquim-de-angola-11

Sem dúvidas, ao encarar a situação dessa forma, passamos a ver nossos Guias e Mentores Espirituais com outros olhos, com amor, como amigos, acima de tudo como irmãos e iguais. Entendamos que não existe o “ser”, mas sim o “estar”: amanhã poderemos ser nós a estarmos no papel de caboclos, pretos-velhos e mentores, e eles, como nossos tutelados encarnados. Afinal, se pararmos para pensar com clareza, sabendo que todos nós somos Centelhas Divinas emanadas do Princípio Sagrado ou Deus, e que rumam à Ele se unificarem em uma só consciência, podemos entender que nós mesmos somos nossos Guias e Mentores em outro nível de consciência, evolução e aprendizado.

 

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